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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Aumenta no Brasil o interesse pelo estudo do marxismo. A história não acabou.


Após quatro dias de debates, em Campinas, o 7.º Colóquio Internacional Marx Engels, organizado pelo Centro de Estudos Marxistas da Unicamp (Cemarx). Foram selecionados para o encontro um conjunto de 240 trabalhos acadêmicos, que tratam da teoria marxista ou aplicam seus princípios na análise de fenômenos econômicos, sociais e políticos.
O número total de trabalhos inscritos chegou a 600, segundo o professor Armando Boito, da organização do evento. É um volume 30% maior do que o registrado na edição anterior do colóquio, em 2009, o que não deixa de ser curioso, considerando que muita gente proclamou a morte do marxismo após a queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989.
Não é só aqui. No mundo inteiro aumenta o interesse pelo pensamento de Karl Marx (1818-1883), particularmente pelos volumes de O Capital, sua obra máxima. A explicação mais comum é a crise financeira mundial. A queda do banco americano Lehman Brothers, em 2008, e a sequência de fatos que ocasionou puseram em dúvida se o modelo de capitalismo liberal é mesmo capaz de dar conta de todos os problemas do mundo.
O professor Boito acredita que o interesse começou antes, em 1998, com as comemorações dos 150 anos do lançamento do Manifesto Comunista. A crise econômica teria dado mais força.
“Em países como Espanha, Itália, Grécia, Irlanda, os mais afetados pela crise, verificou-se o ressurgimento de organizações inspiradas nas teorias marxistas ou de orientação socialista”, disse o professor. “Verifica-se um renascimento, embora diversas correntes tenham declarado, de forma equivocada, a morte do marxismo em quatro ou cinco oportunidades.”
A declaração mais divulgada sobre o fim do marxismo foi a de Francis Fukuyama. Em 1992, em sua obra O Fim da História e o Último Homem, o cientista político americano sustentou que a luta entre os comunismo e o capitalismo, os dois grandes sistemas ideológicos que dividiam o mundo, havia chegado ao fim. O capitalismo vencera, inexoravelmente.
A discussão foi reaberta com a crise econômica, segundo o historiador e professor David Priestland, da Universidade de Oxford. “Com a crise, a crítica de Marx à desigualdade e à instabilidade provocadas pelo descontrolado capital global tem parecido presciente”, diz ele na apresentação do livroA Bandeira Vermelha – A História do Comunismo, da Editora Leya, que acaba de chegar às livrarias brasileiras.
Sua obra não se dedica à análise da teooria marxista, mas às formas que o comunismo assumiu ao longo da história, em diferentes partes do mundo. Analisa a União Soviética, a China, Camboja, Polônia e outros.
Para o autor britânico interessa sobretudo a maneira como os partidos utilizaram a ideologia. Analisa os fatos, as dificuldades, as razões que frequentemente empurraram para o totalitarismo projetos que haviam nascido com o sonho de um Estado onde nenhum homem seria subordinado a outro. ”As ideias de Marx podiam ser usadas para justificar programas amplamente diferentes”, diz o estudioso.
Quando o império soviético ruiu, no curso da perestroika de Mikhail Gorbatech, no final da década de 1980, não se encontrou ali nada da concepção visionária de uma sociedade na qual os deserdados da terra iriam criar uma sociedade baseada na harmonia e na igualdade. O Partido Comunista havia se transformado numa instituição comprometida exclusivamente em manter o poder e os privilégios de seus integrantes, segundo Priestland.
Para encerrar, uma última observação a respeito do crescente interesse pelas ideias de Marx: há quem afirme que está restrito apenas ao meio acadêmico e que vai continuar assim por muito temp

Carlinhos Cachoeira é solto e vai recorrer em liberdade.



O bicheiro foi condenado a cinco anos de prisão. Ele saiu do presídio, em Brasília, por volta da meia noite. Cachoeira ficou preso por nove meses.

Fábio Castro e Giovana TelesGoiânia e Brasília
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A Justiça condenou o bicheiro Carlinhos Cachoeira a cinco anos de prisão. Entretanto, decidiu soltar Cachoeira para que ele possa recorrer da sentença em liberdade. Por volta da meia noite, ele saiu do presídio da Papuda, em Brasília, dentro de um carro. A viagem até Goiânia durou 2h30. O bicheiro dormiu na casa dele, com a mulher Andressa Mendonça. Na manhã desta quarta-feira (21), um entregador levou para o bicheiro uma cesta de café da manhã, encomendada por Andressa.
Cachoeira foi preso em Goiânia no dia 29 de fevereiro, pela operação Monte Carlos, da Polícia Federal. Em junho, ele conseguiu um habeas corpus nesse processo, mas continuou preso por causa de um segundo mandado de prisão: o da operação Saint Michel, que investigou a tentativa de fraude numa licitação para o serviço de transporte público em Brasília. Cachoeira foi considerado culpado e condenado ontem a cinco anos de prisão em regime semiaberto, mas irá recorrer em liberdade.
“Se no futuro vier a ser mantida a condenação, ai sim ele cumpriria a pena que lhe foi imposta em regime semiaberto. Ocorre que, como já cumpriu 1/6 da prisão imposta, ele não cumpriria pena em regime semiaberto, mas em regime aberto”, explica o advogado do bicheiro Nabor Bulhões.
Carlos Cachoeira agora vai aguardar outra sentença. Desta vez da Justiça Federal de Goiás, sobre a operação Monte Carlos. Neste processo ele é acusado de 17 crimes, entre eles formação de quadrilha. O Ministério Público Federal informou que somadas todas as penas, Cachoeira pode ser condenado, no mínimo, a 50 anos de prisão. A sentença deve sair na primeira semana de dezembro.
CPI do Cachoeira
A CPI do Cachoeira passou a manhã reunida em Brasília para discutir o relatório final da comissão. A leitura do relatório será feita amanhã (22), porque os parlamentares alegaram que o documento é muito extenso, com cerca de cinco mil páginas, e que, pelas normas internas do Congresso, eles deveriam ter pelo menos 24 horas para estudar o texto, antes que o relator lesse o documento na comissão.
Alguns integrantes da CPI também querem ouvir Carlinhos Cachoeira, agora que ele foi solto. As críticas ao relatório final dominaram a sessão desta quarta-feira. “É um instrumento de perseguição político-partidária. Nós estamos com mesquinharia - PT x PSDB”, diz o senador Pedro Taques, do PDT-MS.
“Esse trabalho chegou em um estágio que alguns achavam que ele não chegaria. O conteúdo dele é conhecido, foi debatido aqui. Certamente o relatório vai decepcionar alguns. Encontrar consenso para lidar com isso é muito difícil”, fala o senador Jorge Viana, do PT-AC.
Alguns parlamentares defendem a prorrogação da CPI. Eles dizem que até agora a comissão não conseguiu investigar nada além do que já tinha sido descoberto pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.
O relator, deputado Odair Cunha, disse que está disposto a alterar trechos, seguindo sugestões de outros parlamentares. Da forma como está até agora, o documento sugere o indiciamento do governador de Goiás, do prefeito de Palmas e do dono da construtora Delta.
Relatório
O relatório diz que Marconi Perillo, governador de Goiás, cometeu seis crimes, entre eles corrupção, fraude em licitação e formação de quadrilha. Ontem, o Jornal Nacional antecipou trechos do relatório final.
Segundo o documento, a quadrilha se infiltrou no governo de Goiás e há indícios de pagamentos feitos ao governador. Para Perillo, o relatório é resultado de uma disputa política. “Eu estou muito tranquilo em relação ao resultado final. O que algumas pessoas querem nesse momento é tentar politizar e prejudicar algumas pessoas por serem adversárias”, diz o governador.
O relator alega que não encontrou motivos para pedir o indiciamento do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT, apesar das denúncias de favorecimento à quadrilha do bicheiro em contratos de coleta de lixo e de bilhetagem eletrônica do transporte coletivo.
Em relação à construtora Delta, suspeita de repassar R$ 90 milhões para empresas fantasmas de Cachoeira, o relatório recomendou o indiciamento do ex-presidente da empresa, Fernando Cavendish, e do ex-diretor, Cláudio Abreu.
O relatório pede ainda o indiciamento do ex-senador do Democratas, Demóstenes Torres, que teve o mandato cassado; do deputado Carlos Alberto Leréia, do PSDB-GO; e do prefeito de Palmas, Raul Filho, do PT.
O relator quer também que o Conselho Nacional do Ministério Público investigue a conduta do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Segundo o deputado Odair Cunha, em 2009, Gurgel suspendeu a investigação da operação Vegas, da Polícia Federal, que apontou indícios de ligações de Cachoeira com políticos e empresários.
O procurador Roberto Gurgel não quis falar sobre o assunto. Entretanto, em maio, ele explicou à CPI que não encaminhou as denúncias da operação Vegas porque detectou apenas desvios no campo ético, insuficientes, segundo ele, para a abertura de ação penal no Supremo Tribunal Federal.

Renda de trabalhador negro cresce 5 vezes mais que a de não negros na Grande São Paulo Marli Moreira



Marli Moreira
Da Agência Brasil, em São Paulo 
  • Apesar do crescimento, os negros ainda recebem salários menores do que os trabalhadores não negros
    Apesar do crescimento, os negros ainda recebem salários menores do que os trabalhadores não negros
A renda média dos trabalhadores negros nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo cresceu cinco vezes mais do que a dos não negros (brancos e amarelos) de 2002 a 2011, com aumentos de 14,8% e 2,9%, respectivamente. No entanto, na média, os negros ainda recebem salários menores, correspondentes a 61% dos não negros. Em valores, a hora paga aos negros, no ano passado, ficou em torno de R$ 6,28, ante R$ 10,30 para os não negros.
As informações fazem parte da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), feita em conjunto pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
De acordo com a observação do economista da Fundação Seade, Alexandre Loloian, os dois segmentos étnicos tiveram melhoria em razão do crescimento econômico do país, porém, as ocupações melhor remuneradas continuam, majoritariamente, com os não negros.
“É uma herança do passado”, lembra Loloian. Para ele, isso só vai diminuir com mais investimentos em educação, para que todos concorram em condições iguais no mercado de trabalho. O economista aponta que as políticas desenvolvidas a partir de um clamor social para mudanças deverão levar, evidentemente, para uma evolução favorável aos negros, no futuro. Como exemplo, citou a política de reservas de vagas aos negros nas universidades públicas.
Segundo o economista da Fundação Seade, outro aspecto relevante é que a intensidade da redução da taxa de desemprego foi maior entre os negros. Enquanto, em 2002, 23,6% da População Econômica Ativa (PEA) negra estavam desempregados, a taxa dos não negros era 16,4%, uma diferença de 7,2 pontos percentuais.
Já em 2011, o índice dos negros à espera de vagas era de 12,2% e dos não negros 9,6%, baixando em uma década a diferença em 2,6 pontos percentuais.
Em 2011, no setor de serviços - que engloba em torno da metade da geração de postos de trabalho na região metropolitana de São Paulo --48,8% do total de ocupados eram negros e 54,6%  não negros; na indústria, 17,2 negros e 18,4% não negros; no comércio, 16,2% e 15%, respectivamente.
A taxa apresenta uma inversão quando são analisados outros segmentos da atividade produtiva em que a exigência de formação acadêmica é menor, as remunerações são mais baixas e as condições mais precárias, como na construção civil, setor no qual 8,4% são negros e 4,9% não negros. O mesmo ocorre nos empregos domésticos, com taxas de 10,1% e 5,4%.
A pesquisa indica ainda que os cargos no setor público ainda são ocupados, em sua maioria, por brancos e amarelos: 8,6% ante 6,4% dos negros. Na avaliação da Fundação Seade, o motivo para essa diferença pode ser o fato de, aproximadamente, metade dos servidores ter formação superior. Quem tem maior escolaridade acaba tendo mais vantagens na disputa por vagas preenchidas por meio de concurso público.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

CORRUPÇÃO, O MAL DA HUMANIDADE COMO ACABAR COM ELA?


Como acabar com a corrupção
O Brasil parece afundar nesse atoleiro, mas, acredite, é possível sair da lama. Medidas importantes podem ajudar a colocar o país na estrada da lisura política

Reportagem André Santor 

1. Moral da história

Há 3 tipos de corrupção: a institucional (cujo remédio você vai ver nestas páginas), a cultural (tratada com políticas de educação) e a moral. Contra esta, não há solução. Se você não vê problema em pequenos gestos ilícitos, como molhara mão de um guarda, não é o Estado que vai convencê-lo do contrário.
2. Comitê de recepção
2 “deuses” comandam o mundo da corrupção. A burocracia (dificulta o acesso aos serviços públicos e abre brechas para os “jeitinhos”) e a impunidade (os corruptos raramente são punidos – o que gera mais corrupção).
3. Preparando o terreno
Exatamente porque há um fator moral – e portanto pessoal – que possibilita a corrupção, é impossível extingui-la da política. Mas dá para diminuir o problema. 3 fatores formam a base de sustentação de uma política honesta: educação (leva tempo, mas garante resultados duradouros), participação popular e Estado atuante.
4. Água suja
A corrupção começa antes de o candidato se eleger. Campanhas realizadas com dinheiro sonegado – o tal caixa 2 – alimentam a sujeira. O candidato recebe uma grana preta de um empresário e, depois de eleito, paga em favores. É o famoso rabo preso.
5. Vazamento
Várias medidas podem inibir o uso de caixa 2. Limitar os gastos dos candidatos e usar financiamento público de campanhas, por exemplo. O problema é que elas não resolvem o problema: o dinheiro sujo sempre encontra um jeito de aparecer.
6. Incentivo extra
Incentivo a doações legais podem ser a solução. O governo poderia oferecer benefícios fiscais aos doadores ou dar uma porcentagem extra de dinheiro público aos candidatos que conseguem doações legais.
7. Justiça única
No Brasil, crimes eleitorais são julgados por tribunais especiais (que julgam apenas questões eleitorais). A distinção leva à corrupção. Como resolver? Usar o Código Penal para todos – candidatos ou não.
8. Escapando da Justiça
Políticos corruptos têm seus nomes encaminhados à Justiça Eleitoral. Em tese, seriam inelegíveis a partir desse momento. Mas os recursos conseguem arrastar o processo por vários anos. Quando são condenados, já passaram por vários mandatos e enriqueceram com nosso dinheiro.
9. Infidelidade partidária
As eleições para o Legislativo são proporcionais (o número de cadeiras que um partido ocupa depende do número total de votos na sigla). No Brasil, o cálculo usa o método D`Hondt, que privilegia o número absoluto de votos que a legenda recebeu e incentiva que candidatos nanicos se filiem a legendas maiores só para pegar carona. O resultado é um Congresso com representantes sem comprometimento com as propostas políticas dos partidos, levando ao troca-troca sem fim de siglas.
10. Equação mais justa
O método usado na Noruega (chamado de Sainte-Langue) considera também o númerode votos individuais dos políticos. Assim, dificulta a eleição de candidatos com votações pouco expressivas.
11. Cadeia neles
Funcionários públicos pegos com a boca na botija – ou, para usar uma metáfora mais atual, com dinheiro na cueca – são investigados como qualquer outro cidadão, o que significa processos lentos e puniçõesque nunca chegam. Umadas soluções seria instituir o rito sumário (quediminui a possibilidade de recursos) para processos de desvio de dinheiro público.
12. Toma lá, dá cá
O poder público é obrigado a abrir licitações para compra de materiais e contratação de serviços. O problema é que elas se tornaram foco de corrupção: empresários são favorecidos nos processos de licitação, em troca de propina. O resultado é o superfaturamento: nós acabamos pagando muito por produtos ou serviços que custam bem menos.
13. Todos na rede
Quando a sociedade toda pode acompanhar as compras do poder público, o risco de fraude é menor. Um jeito de garantir essa transparência é instituir licitações eletrônicas, em que qualquer empresa pode concorrer via internet . Tudo às claras.
14. A justiça tarda...
... e falha. Político preso é artigo raríssimo no Brasil. A imunidade parlamentar e as diversas possibilidades de recursos permitem que mesmo os corruptos escapem das punições.
15. A regra é clara
A lei brasileira já é impecável no quese refere às CPIs. A Constituição diz que o Congresso pode instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito desde que um terço dos parlamentares assine o requerimento.
16. CPIzza
Os regimentos internos da Câmara e do Senado determinam que todos os partidos – inclusive os da base de apoio do governo – indiquem integrantes para a CPI. Os governistas muitas vezes atrasam as indicações, de propósito. Ou seja, a CPI, que deve ser um instrumento da minoria, acaba dependente da vontade da situação. Além disso, acordos internos costumam sepultar as investigações.
17. Pressão popular
Mesmo com todas as entrelinhas das normas internas do Legislativo, a CPI costuma sair diante da pressão da sociedade. A mídia tem função decisiva nesse processo.
18. Quem manda?
O Ministério Público investiga suspeitas de corrupção política. Quando termina um inquérito, submete suas conclusões à Polícia Federal e às polícias estaduais para que os culpados sejam presos. Mas quem manda nas polícias são o presidente (no caso da PF) e os governadores (nos estados).
19. Troca de chefia
Para evitar que as polícias descumpram as decisões do Ministério Público, a solução é radical: transferir o comando delas para o MP, invertendo a ordem das hierarquias.

20. Lama neles
Hoje, estima-se que a corrupção custe cerca de 102 bilhões de reais ao Brasil. É mais do que gastamos com educação e quase o mesmo montante destinado à área da saúde.
21. Um país melhor
Lisura política é sinônimo de desenvolvimento social. A redução de 10% no nível de corrupção poderia aumentar em 50% a renda per capita do brasileiro, num período de 25 anos.
Fontes: Bruno Speck, cientista político da Unicamp; Claudio Abramo, diretor-executivo da ONG Transparência Internacional; Jens Andvig, economista do Instituto Norueguês para Assuntos Internacionais; Johann Lambsdorff, economista da Universidade de Oassau (Alemanha); Sérgio Abranches, cientista político e professor visitante da UFRJ

SAÚDE PÚBLICA, UMA VERDADEIRA PRIVADA!



Dr. Salomão Rodrigues Filho
Há tempos, o sistema público de saúde goiano enfrenta uma crise que se agrava a cada dia. Sem o financiamento necessário e com um modelo gerencial travado, o setor encontra-se mergulhado em problemas, como a escassez de materiais, falta de medicamentos, equipamentos sucateados e déficit no quadro de pessoal.

Essas falhas que fazem parte da rotina da maioria das unidades públicas de saúde da capital e do interior vêm expondo os médicos a condições precárias e até humilhantes de trabalho e comprometendo gravemente a qualidade da assistência prestada à população. Situação bastante semelhante é observada também nos hospitais privados conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS), filantrópicos ou não. Apesar do aumento da população, nas últimas décadas, a rede hospitalar pública goiana não ganhou em quantidade e perdeu em qualidade. Por todas estas razões muitas vidas que poderiam ter sido salvas, não foram.

Em Goiânia e no interior, os médicos que atuam no serviço público, deparam-se com condições inadequadas para exercer a sua profissão. Além de penalizar os pacientes e os médicos, essas deficiências na rede pública, volta e meia, fomentam denúncias na imprensa, que acabam expondo toda a classe médica a críticas e acusações indevidas.

O médico que atua de forma ética e séria nas unidades públicas de saúde, quase sempre exposto a uma sobrecarga de trabalho, não pode mais continuar sendo responsabilizado pelas mazelas do sistema de atendimento.

Nos serviços ambulatoriais (Cais, Ciams e Postos de Saúde) e nos Programas de Saúde da Família (PSF), os gestores mais preocupados com estatísticas, com quantidade e não com a qualidade do atendimento prestado, vêm pressionando os médicos a cumprir cotas de atendimento. Nestes serviços faltam equipamentos, medicamentos e até sabão e papel toalha para o médico higienizar suas mãos após examinar um paciente. Faltam lençóis para a necessária troca na mesa de exame, quando um novo paciente vai ser atendido. Enfim, o estado é de calamidade.

Para modificar significativamente para melhor o combalido sistema de saúde pública em Goiás, precisamos, nas esferas estadual e municipal, de medidas de impacto e, neste sentido, manifestamos nossa esperança e nosso apoio à decisão do Governo do Estado em terceirizar a gestão de parte de seus grandes hospitais para Organizações Sociais (OS), que são pessoas jurídicas, sem fins lucrativos e regulamentadas por lei.

O governo sabe que é necessário escolher bem as OS, observando quem são seus integrantes. Sabe que é necessário firmar contratos seguros e, sabe também, que deve acompanhar de perto o desempenho de cada uma e que elas devem ser permanentemente fiscalizadas pelos órgãos competentes, inclusive pelo Ministério Público. As OS são entidades que poderão proporcionar aos hospitais, que continuarão a ser públicos, uma gestão ágil e eficiente.

Fator decisivo para o sucesso da terceirização será a boa remuneração do médico. Por isso, recomendamos à Secretaria Estadual de Saúde que inclua nos seus contratos com as OS condições sobre a relação de trabalho destas com os médicos.

Entendemos que, de um lado, é dever do médico cumprir a carga horária para a qual foi contratado, do outro, é dever do contratante remunerar dignamente o trabalho do médico. Remuneração digna é pagar ao médico como salário base o piso salarial estipulado pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e calculado para o ano de 2011 pela Fundação Getúlio Vargas em R$ 9.188,22 para uma jornada de 20 horas semanais.

Para exercer a Medicina com honra e dignidade, o médico necessita ter boas condições de trabalho e ser remunerado de forma justa. Esperamos que as mudanças a serem implantadas ofereçam essas condições à classe médica e mudem a atual situação de caos na saúde pública.

Salomão Rodrigues Filho - presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego).

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

PRESIDENTE DILMA CUMPRA A CONSTITUIÇÃO.



"Quando eles poderiam imaginar que uma aeromoça elegante ou um piloto charmoso da época estariam hoje numa situação horrível? Eles estão na miséria." - Ana Karina
A mãe de Ana Karina foi comissária de bordo por quase 30 anos. Começou na década de 60, pioneira na Varig, viveu a era do glamour da aviação. Hoje, prestes a completar 70 anos, a senhora Romacilda corre o risco de perder 24 anos de contribuição feitos a um fundo de aposentadoria falido chamado Aerus.
"A história da minha mãe nem é das piores, tem gente que recebe hoje R$ 190 por mês. Um comissário teve que morar em uma garagem de um amigo porque perdeu tudo. Vendeu casa, carro. Teve gente que até cometeu suicídio." 
A campanha pede justiça aos milhares de aposentados de empresas como Varig, Vasp e Transbrasil, que contribuíram a vida toda para o Aerus.
Depois que as empresas faliram, o Governo Federal assumiu o fundo e permitiu que as empresas fizessem dezenas de renegociações com o Aerus. Depois deram o calote. A conta sobrou para os aposentados, que eram contra essas negociações.
"São por volta de 10 mil pessoas prejudicadas e todos na faixa dos 75 anos de idade. Mais de 750 desses aposentados já morreram e não receberam seu dinheiro de volta. Muitos já não têm condições para continuar lutando". Ana Karina abraçou a causa buscando repercutir a situação trágica dos aposentados na internet. 
Há 2 anos, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o Governo Federal complementasse as aposentadorias de quem está recebendo a menos até o julgamento final. Isso nunca foi cumprido. 
Além disso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já definiu que os aposentados têm de ser pagos, mas a União recorre sistematicamente e o processo não acaba.
Já há apoio político a favor dos aposentados, porém eles precisam de mais assinaturas para conseguir o apoio necessário para recuperar suas perdas. 
Obrigada,
Madeleine Lacsko e a equipe da Change.org Brasil
--
Precisando comprar ou vender em Goiania  ligue (62)84367878 ou (62)99367878

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Como curar o sistema público de saúde?


Como curar o sistema público de saúde?

Planos de saúde terão novos procedimentos obrigatórios
(Getty Images)
As famílias brasileiras financiam a maior parte das despesas de saúde no país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Do total gasto em 2007, cerca de 128 bilhões de reais (57,4%) vieram dos bolsos dos cidadãos, ante 93 bilhões de reais (41,6%) provenientes do setor público.
O problema é que tanto o serviço público quanto o privado desafiam a saúde e o folêgo dos brasileiros. O maior estorvo, é claro, está no atendimento oferecido pelo governo. De acordo com levantamento realizado junto a secretarias de saúde de sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte e Curitiba), ao menos 171.600 pessoas estão na fila para fazer uma cirurgia eletiva - procedimento agendado, que não possui característica de urgência. A demora para a realização de um procedimento ortopédico, por exemplo, pode levar até cinco anos.
A qualidade do serviço também é influenciada pela insatisfação dos médicos que trabalham para o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Instituto Brasileiro para Estudo e Desenvolvimento do Setor de Saúde, em média, a remuneração dos profissionais da área pública é metade da paga pela privada. Em alguns casos, a diferença é exorbitante: uma equipe de seis profissionais recebe 940 reais do SUS por cirurgia, enquanto receberia até 13.500 reais dos planos de saúde.
Diante do caótico quadro da saúde pública, os brasileiros se esforçam para manter planos privados. Atualmente, 26,3% da população - ou 49,1 milhões de pessoas - compromete parte darenda para ficar longe dos hospitais públicos. O desafio é manter as contas em dias à medida que envelhecem. Aos 60 anos, um assegurado pode ter que desembolsar mais de 700 reais para manter um plano básico, suficiente apenas para ocupar um leito de enfermaria ao lado de  outros pacientes, em caso de internação.
E as perspectivas não são boas. De acordo com estimativa realizada pelo Idec e pelo Procon, se mantidas as atuais condições de reajustes, nos próximos 30 anos, os planos de saúde deverão sofrer reajustes 126,67% acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em outras palavras, esse serviço se tornará proibitivo para boa parcela da população que hoje o possui.
Por meio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o governo já tentou regular os preços dos planos, colhendo alguns fracassos. E nada indica que futuras intervenções obteriam resultado diferente. E isso tem uma razão simples: as operadoras de saúde são empresas que realizam investimentos em tecnologia, estrutura e pessoal, contraem despesas e precisam honrar suas contas a cada final de mês. Elas estabelecem um valor a seus serviços levando em conta o custo deles e os preços de mercado. Portanto, pretender decretar o quanto essas companhias deveriam cobrar é uma medida que desafia razões elementares de mercado - em, outras palavras, briga com a realidade.
Frente a esse quadro, cresce ainda mais a importância da discussão acerca do sistema público de saúde - alimentado com o dinheiro que sai do bolso do contribuinte. Mas que, em geral, não trata bem esse cidadão.
Durante esta semana, VEJA.com vai analisar a realidade do sistema público de saúde, ouvindo especialistas e as campanhas presidenciais, para saber, afinal, que Brasil os candidatos pretendem construir nos próximos quatro anos.
Você também pode participar, dizendo o que pensa sobre o assunto. Deixe sua opinião na área de comentários desta página e participe da enquete a seguir.
fonte Revista Veja.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Filas da morte na saúde pública, ou taxação sobre bancos e remessas ao exterior?


por

Filas da morte na saúde pública, ou taxação sobre bancos e remessas ao exterior?


na Carta Maior
Em 2007, uma coalizão de partidos e forças conservadoras extinguiu a CPMF no Brasil: R$ 40 bilhões por ano foram subtraídos do dia para a noite do orçamento federal sem que se medissem as consequências para a saúde pública.
O jogral midiático conservador alegava que a contrapartida vantajosa viria da redução do ‘custo Brasil’. Não há registro de abatimento de preço de qualquer empresa a partir dessa decisão.
Na verdade, a taxa irrisória de 0,37% sobre o cheque penalizava apenas grandes transações, ademais de dificultar a circulação do dinheiro ilegal e a sonegação embutida na prática do caixa 2 .
Cruzamentos de dados da Receita Federal demonstraram que dos 100 maiores contribuintes da CPMF, 62 nunca tinham recolhido imposto de renda no Brasil. Nunca.
O financiamento da saúde pública voltou agora à discussão no Congresso com o debate em torno da emenda 29, que disciplina a destinação de verbas federais ao setor.
Corajosamente, o PT advoga a criação de uma taxa específica sobre o lucro bancário e sobre as remessas de lucros do capital estrangeiro para suprir a extinção da CPMF.
A cantilena do ‘custo Brasil’ afia as garras midiáticas em direção contrária: mais uma vez tentará convencer a classe média a rechaçar a taxação obre os ricos, independente da fila da morte enfrentada pelos pobres no funil do SUS.
Se quiser vencer a disputa o PT precisará afrontar o mito neoliberal, radicalizado pelo Tea Party nos EUA, que demoniza os fundos públicos e engessa a ação do Estado na economia.
Alguns dogmas que devem ser desmascarados no caso brasileiro:
a) a carga fiscal do país, da ordem de 35% do PIB, cai substancialmente quando descontados subsídios e incentivos ao setor privado;
b) debitados, por exemplo, os 6% do PIB entregues aos rentistas no pagamento do juro da dívida pública, a carga líquida já cai a 29%;
c) cerca de 44% da carga fiscal brasileira advém de imposto indireto embutido nos produtos de consumo, pesando assim proporcionalmente mais no orçamento dos pobres do que no dos ricos;
d) levantamento feito pela instituição inglesa UHY demonstra que a alíquota fiscal máxima brasileira é uma das mais amigáveis do mundo com os ricos, situando-se em 54º n ranking de intensidade;
e) pesquisa do Inesc de 2007 mostra que o lucro dos bancos brasileiros aumentou 446% entre 2000 e 2006, enquanto o IR do setor só cresceu 211%: em termos absolutos os assalariados pagam quatro vezes mais imposto que os bancos;
f) por fim, cabe lembrar que as remessas de lucros e dividendos do capital estrangeiro crescem explosivamente nas contas nacionais: somaram US$ 30,4 bi em 2010, salto de 20,4% sobre 2009.
Gostaria de convidar a todos os meus amigos do facebook a comparecer na praça civica Centro de Goiania no dia 24 de novembro as 9 da manha onde teremos um protesto contra o descaso com a saaude publica.
Também gostaria de pedir a todos que se possivel compartilhe esse evento e faça convite a seus amigos.
Muito obrigado
https://www.facebook.com/events/293428864101040/?fref=ts

sábado, 27 de outubro de 2012


O DESCASO COM A SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL

“Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá”, já dizia Gonçalves Dias em um dos seus famosos versos românticos onde demonstra sua imensa admiração pela paisagem do nosso país um lugar tão belo, mas com tantos problemas onde um dos principais é a precariedade da saúde pública, o caos no atendimento da população de baixa renda, com equipamentos sucateados ou inexistentes e a escassez de medicamentos, que fazem parte da realidade dos hospitais brasileiro. Será que só porque e público e para atender a população carente, não faz parte do Plano de Governo como prioridade? O que presenciamos constantemente em relação à saúde publica no Brasil, são pessoas morrendo dentro dos hospitais, por falta de socorro médico, leitos insuficientes para atender a tanta demanda e até escassez de material de consumo para proteger a saúde da população. Esta é uma dura realidade que coloca em suspeição a eficiência e eficácia do SUS (Sistema Único de Saúde). A situação fica ainda pior com a super lotação dos hospitais do interior dos estados, com condições precárias bem piores do que nas capitais, acabam por transferir para leitos hospitalares das cidades que mal possuem abrigo para a demanda já existente e com isso acabam provocando aglomeração nos corredores com macas improvisadas (a maioria das vezes nem isso se encontra), a espera de um atendimento. Médicos são injustamente responsabilizados pela má condição de atendimento, mas estes são obrigados a acumular uma carga horária exaustiva acumulando vários empregos para poderem viver dignamente e recompensar o investimento na sua formação. Formação, diga-se de passagem, que só apresenta “status”, pois se eles fossem remunerados pela responsabilidade de seu trabalho não necessitariam ter uma carga horária tão grande e a qualidade de seu atendimento para o público carente não estaria como se encontra. E ainda são obrigados a atender pacientes com falta de medicamentos, equipamentos precários que não benefeciamo número de usuários que é maior do que o hospital pode suportar. A política de governo aplicada para a saúde pública no país, pelo atual presidente e pelos governadores de estados, é de total “descaso”, pois investir em “SAÚDE” e “EDUCAÇÃO de “QUALIDADE” não atrai votos no período eleitoral. E muitos alimentam a cultura que basta distribuir alguns sacos de cimentos e alguns blocos para a construção de um “puxadinho” que não sai tão caro se manter a promessa de saúde e educação de qualidade. O Brasil é o segundo país em que o cidadão é obrigado a pagar mais impostos do que os outros países desenvolvidos, (o primeiro é a Suíça, mas neste país a carga tributaria elevadíssima dá retorno para o cidadão tanto em saúde como em educação de qualidade o que propicia a ele não recorrer ao atendimento privado), a diferença é que nos países de “Primeiro Mundo”, esse de tipo de problema não existe . Isto tem contribuído para o aumento do caos da saúde pública. As autoridades competentesalegam constantemente que não há recursos, mas sabe-se que é mesmo falta de interesse, pois verbas altíssimas são repassadas para os estados (como forma de se fazer alianças para aprovação de projetos do governo federal e que acaba contribuindo para o desvio dessas verbas para benefícios próprios), dizendo-se que são para projetos de governo para beneficiar a população. Só não existe recurso para atender às necessidades da população pobre. Para a corrupção, tem-se de sobra. Falta de leitos nos atendimentos de emergência, de vagas para quem necessita de internamento, falta de medicamentos além de equipamentos hospitalares sucateados aliados ao péssimo controle da vigilância sanitária que ocasionaa ma higienização e consequentemente acaba sendo principal fator para grande proliferação de bactérias que provocam infecção generalizada e levam muitos pacientes a óbito. E os órgãos responsáveis não têm tomado nenhuma providencia para que isso tenha fim. Aproveitando-se dos clamores da população que chega à beira do desespero nas portas dos hospitais públicos das cidades, muitos programas populares servindo-se do apelo da população divulgam a situação inicialmente apenas para manter a “audiência”, mas não cobram dos governantes de maneira constante a resolução dessa problemática. Na semana passada, com a greve dos médicos, pacientes gemiam com dores sem atendimento dentro do Hospital Regional. E até mesmo foi presenciado um paciente com o crânio exposto, ensangüentado, morrendo sem atendimento, em um piso frio do corredor daquele hospital. A voz de quem sofre com o apagão da saúde pública a de ser mais forte que dos cansados que sofreram com o apagão aéreo . Os necessitadosda saúde estão cansados, mas não têm a quem recorrer, e ainda tem que batalhar todo o dia pra conseguir mais uma consulta. Diante desta realidade - que não é vista como novidade, mas como um problema que já se tornou crônico e exige solução rápida - quem mais sofre é a população carente, que depende exclusivamente dos serviços do SUS (Sistema Único de Saúde). Ladsson Delon

quarta-feira, 18 de julho de 2012

COMO PODE O EX-PRESIDENTE LULA FICAR TAO RICO EM TAO POUCO TEMPO

PODER PÚBLICO SAFADO

Geraldo Almendra

Pode um cidadão eleito presidente e pertencente à classe média baixa, se tornar, em dois mandatos presidenciais, em um bilionário apenas com seus rendimentos e benefícios do cargo?

A resposta é sim. O ex-presidente Lula é um suposto e exemplar caso desse milagre financeiro, tendo-se como base as denúncias recorrentes já feitas pela mídia.

Conforme amplamente noticiado em algumas ocasiões uma conceituada revista - a Forbes, trouxe à tona esse tema, reputando a Lula a posse de uma fortuna pessoal estimada em mais de R$ 2 bilhões de dólares, devendo-se ressaltar que a primeira denúncia ocorreu ao que tudo indica em 2006, o que nos leva a concluir que a inteligência financeira do ex-presidente já deve ter mais que dobrado esse valor, na falta de uma contestação formal e legal do ex-presidente contra a revista.

Estamos diante de um suposto caso em que o silêncio pode ser a melhor defesa para não mexer na panela apodrecida dos podres Poderes da República, evitando as consequências legais pertinentes e o inevitável desgaste perante a opinião pública.

Nesta semana a divulgação pelo Wikileaks de suspeitas - também já feitas anteriormente - de subornos envolvendo o ex-presidente nas relações de compras feitas pelo desgoverno brasileiro em relação a processos de licitações passados, ou em andamento, nos conduz, novamente, e necessariamente, a uma pergunta não respondida: como se explica o vertiginoso crescimento do patrimônio pessoal e familiar da família Lula?

O que devem estar pensando os milhares de contribuintes que têm suas declarações de renda rejeitadas e são legalmente, todos os anos, obrigados a dar as devidas satisfações à Receita Federal sobre crescimentos patrimoniais tecnicamente inexplicáveis, mas de valor expressivamente menor do que o associado ao patrimônio pessoal e familiar do ex-presidente?

A resposta é simples e direta: tudo isso nos parece ser uma grande e redundante sacanagem com todos aqueles que trabalham fora do setor público - durante mais de cinco meses por ano - para ajudar a sustentar aquilo que a sociedade já está se acostumando a chamar de covil de bandidos.

A pergunta que fica no ar é sobre que atitudes deveriam e devem tomar o Ministério Público, a Receita Federal, O Tribunal de Contas e a Polícia Federal diante de supostas e escandalosas evidências de enriquecimento ilícito de alguém que ficou durante dois mandatos consecutivos no cargo de Presidente da República?

Na falta de atitudes investigativas ou consequências legais, como sempre, a mensagem que o poder público passa para a sociedade é de uma grotesca e sistemática impunidade protetora de todos, ou quase todos, que pactuam com a transformação do país em um Paraíso de Patifes.

No Brasil, cada vez mais, a corrupção compensa e as eventuais punições já viraram brincadeira que nossa sociedade, no cerne dos seus núcleos de poder públicos e privados aprendeu: a impunidade a leva a se nivelar por baixo aceitando que roubar o contribuinte já se tornou um ato politicamente correto para que a o projeto de poder do PT um Regime Civil Fascista fundamentado no suborno e em um assistencialismo comprador de votos siga inexoravelmente avante.

A omissão do Poder Público diante da absurda degeneração moral das relações públicas e privadas somente nos deixa uma alternativa de qualificação: estamos diante do Poder Público mais safado e sem vergonha de nossa história.

A propósito quem roubou o crucifixo do gabinete presidencial no final do desgoverno Lula?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

APOSENTADORIA AOS 95 ANOS? ISSO É PRA RIR OU CHORAR?



Para maioria dos brasileiros a aposentadoria será desfrutada na cova
Há muitos anos que os aposentados sofrem com as desvalorizações dos salários que recebem, por outro lado escândalos na mídia mostram que são enganados por bandidos, espoliados pelo governo na hora de conseguir aumentos e o setor surge comumente nos jornais com antro de alguns ladrões e corruptos que aparecem nas investigações policiais.
Agora, algum acéfalo ruminante quer aumentar a idade mínima para aposentadoria para 85 anos para as mulheres, 95 anos para os homens e de quebra criar uma “fórmula móvel” pra arrancar mais dinheiro do trabalhador. Quem aposentar aos 95 anos, na maioria vai mesmo curtir a aposentadoria na cova, morto ele estará realmente descansando e o governo indecente da previdência estará usando o dinheiro da sofrida contribuição. Sim, porque a esmagadora maioria dos brasileiros não tem a mesma aposentadoria de um político ou magistrado.
A grande maioria dos aposentados, hoje, não recebe dignamente em relação aos anos de contribuição. Recebem menos e cada ano menos, enquanto o governo arrecada mais, cada vez mais, seja reduzindo o percentual dos salários ou na “mão grande” recebendo nos impostos.
Enquanto isso as Instituições que se arvoram “defensoras da sociedade” fingem que não vêem a malandragem governamental e descansam “em berço esplendido” também desfrutando de ótimas aposentadorias ao lado da classe política.
Quem conseguir se aposentar por idade aos 85 ou 95 anos merece a lápide: “ aqui descansa o herói brasileiro”. Os jovens estão morrendo cada ano mais e mais cedo, seja na relação crescente com as drogas ou em acidentes. O SUS que vai de mal a pior, basta ver no noticiário, está fazendo suas vítimas fatais por falta de UTIs, médicos, medicamentos etc. Os aposentados quando mais precisam de atendimento médicos são inclusos nos descasos da maioria com consultas agendadas pra meses, a maioria não resiste e morre em casa mesmo.
A salvação do trabalhador e principalmente do aposentado seriam os planos de saúde e a previdência privada, mas ambos – assim como o governo – só querem faturar, a contra partida é cheia de exigências e dificuldades para quem paga.
Infelizmente os políticos foram escolhidos pelo povo, que repito escolheu mau. A maioria deveria ter vergonha de andar na rua. Imagino as mães, esposas e filhos de políticos, devem “morrer” de vergonha quando perguntam pra elas: O seu pai, filho ou marido faz o quê na vida? E ter de responder ele é político.
Senhores ministros e congressistas lembrem-se da Bastilha. A paciência de um povo também tem limites.
João Carlos Barreto

quarta-feira, 21 de março de 2012

COMO ACABAR COM A CORRUPÇÃO DO BRASIL?

O que devemos fazer em nosso país?
Estamos vivendo uma epidemia de corrupção, somos todos os dias bombardeados com noticias e mais noticias, onde nossos políticos estão esquecendo o porque e para que foram eleitos, o descaso com as leis e tao grande que nem se dão ao trabalho fugir do país uma vez descoberto seus atos.  Pois todos contam com a impunidade, não consigo imaginar por onde começar a limpeza, O Brasil é um dos países com a maior carga tributaria do mundo, e mesmo assim temos uma das piores educação do mundo, o nosso sistema de saúde e simplesmente inaceitável, nossos cidadões estão morrendo aos poucos nas filas dos  SUS, nosso sistema de transporte e caótico não conseguimos fazer nada de forma honesta e decente nesse país.
Estamos em ano de eleições e o que mais me deixa triste e saber que entra ano e sai ano e não aprendemos que para termos uma sociedade mais justa precisamos aprender a votar, muitas vezes vendemos nossos votos por alguns poucos reais, outras vezes votamos pela aparência externa do canditato, outras por achar que não temos opções escolhemos alguns que sabemos diante mão  que não tem a menor capacidade de fazer nada para melhorar a situação que ai se encontra, mas sim votamos como forma de protesto., a melhor forma de protestar e buscar sabermos mais sobre o candidato que escolhemos e tiramos de lá aqueles que so pensa em se dar bem.
Precisamos antes de mais nada querer um país melhor, se não pra nós mesmo, então que queiramos para nossos filhos ou netos, só não podemos e continuar agindo como se tudo fosse ser resolvido por conta própria, a única forma de mudarmos é se primeiro iniciarmos a mudança em cada um de nós mesmo, antes de querer mudar o próximo.
As eleições municipais ai esta, vamos votar de forma correta, e dessa forma corrigir muitos dos erros que ai se encontra.

Adebaldo Moreira

Qual a situação de seu município?


PESQUISA FEITA PELA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO RIO DE JANEIRO MOSTRA QUE 65 POR CENTO DOS MUNICÍPIOS DO PAÍS TÊM SITUAÇÃO FISCAL DIFÍCIL OU CRÍTICA.


A situação fiscal é difícil ou crítica para quase 65% dos municípios brasileiros, enquanto a excelência na gestão fiscal está restrita a 2% das cidades do país.
Os dados são do IFGF (Índice FIRJAN de Gestão Fiscal), criado pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) para avaliar a qualidade de gestão fiscal dos municípios brasileiros.
Em sua primeira edição e com periodicidade anual, o IFGF traz dados de 2010 e informações comparativas com os anos de 2006 até 2009.
O estudo é elaborado exclusivamente com dados oficiais, declarados pelos próprios municípios à Secretaria do Tesouro Nacional.
O município de Santa Isabel, em Goiás, lidera o ranking nacional como a cidade com melhor eficiência na gestão fiscal: 0,9747 pontos.
Santa Isabel recebeu o conceito A, enquanto que os piores municípios receberam conceitos C e D.
O município de Vianópolis recebeu conceito C, uma vez que ficou com o índice geral de 0,5322.
Já na questão de geração de receita própria, Vianópolis ficou com um índice baixíssimo, 0,3041.
Em gastos com pessoal o índice de Vianópolis foi de 0,5598, enquanto que o custo da dívida do município ficou com índice de 0,8996.
O município de Vianópolis ficou na posição de número 2.795 anível nacional e em na posição de número 116 a nível estadual.
Os dados sobre o município de Vianópolis podem ser consultados no site da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, cujo endereço na rede mundial de computadores é este: www.firjan.org.br.